Quando iniciar a higiene oral nos bebês?

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A higiene oral no recém-nascido e bebês sem dentes tem a finalidade de manter a boca limpa, ou seja, sem restos alimentares ou de leite. Como não tem dente, não há risco de ter cárie, sendo assim, a frequência será conforme a necessidade.

De acordo com alguns estudos, para o bebê que tem aleitamento materno exclusivo (seja no peito ou na mamadeira), a higienização oral não precisa ser tão excessiva, uma vez que o leite materno protege a boca do recém-nascido.

Antes do primeiro dentinho nascer, orientamos higienizar a gengiva e língua com uma gaze ou ponta da fralda enrolada no dedo indicador, umedecida em água filtrada para ficar mais macia. Essa limpeza pode ser iniciada já no recém-nascido, tenha cuidado para não colocar o dedo na parte posterior da língua para não causar náusea no bebê.

Assim que o primeiro dentinho aparecer na boca essa limpeza deverá ser diária pois tendo dente, pode ter cárie! Após a refeição, inicia-se a formação da placa bacteriana, bactérias começam a aderir nos dentes, podendo assim causar cáries e outros problemas bucais, portanto a escovação diária inibirá sua ação, se possível realizar mais de uma vez ao dia, principalmente para dormir. Continua da mesma forma com a gaze ou fralda, limpando bem o dentinho, gengiva e língua.

A escovação terá início quando houver vários dentes na boca, o que dificulta realizar a higiene com gaze ou fralda e, por volta de 1 ano e meio de idade, quando nascer o primeiro molar de leite (dente de trás, mais redondinho e maior), a escovação deverá ser exclusiva. Nesta idade, a gaze e fralda se tornam ineficazes, pois há necessidade das cerdas para limpar os sulcos e reentrâncias que têm nesses dentes. Junto com a escova, inicia o uso do creme dental com flúor, sempre em pequena quantidade (equivalente a um grão de arroz ).

Para o dente próximo à região da fissura, a limpeza se faz normalmente, não se preocupe pois não causará dor ou incômodo a criança.

A higiene bucal é um hábito que deve fazer parte da rotina de todos nós!

Ilka Rojas Soares

Odontopediatra

Otite: não tem que doer pra ter!

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Muitas das Mães Fissuradas já sofreram muito com problemas de ouvido de seus filhos…

Mas qual a ligação do ouvido com a fissura palatina?

O ouvido possui um canal de ligação com o nariz e a garganta, chama-se tuba auditiva. Ela ajuda na circulação adequada de ar dentro do ouvido. O palato ajuda essa tuba auditiva a ficar mais esticadinha, fazendo com que ela funcione melhor.

Quando há algum problema no palato (como a fenda palatina), a tuba não consegue funcionar bem, o que altera a quantidade de ar e pressão dentro do ouvido. Então, começa a acumular líquido dentro dele, e, quando este permanece por muito tempo, ocorre o que chamamos de Otite Média de Efusão ou Otite Média Serosa.

O processo ocorre de forma lenta, e por isso, muitas vezes, a criança nem percebe, não sente dor. A queixa mais comum da criança é de sentir o ouvido tapado, ou de não estar escutando bem, ou, quando bebês, colocar a mão no ouvido frequentemente. A dor costuma aparecer somente quando ocorre uma infecção desse líquido que está parado há muito tempo, por uma gripe, um resfriado, uma sinusite, por refluxo gastro-esofágico, ou outros problemas.

A presença do líquido no ouvido pode piorar a audição da criança, comprometendo seu desenvolvimento da linguagem, aprendizado e rendimento escolar. Além disso, facilita a ter mais infecções no ouvido.

Assim, a criança pode ter um problema de ouvido, mesmo sem se queixar de dor! Problemas na escola, distração, falar alto, sensação de ouvido entupido, bebê ficar mais quietinho, mãos aos ouvidos constantemente, choro cuja causa não é identificada… tudo isso pode ser um sinal de que o ouvido do seu filho não está bem. Por isso, Mamães Fissuradas, levem seu filho ao otorrinolaringologista rotineiramente, para que ele possa detectar qualquer problema o quanto antes!

Ema Yonehara

Otorrinolarignologista

Os sorrisos que iluminam. Por que falamos tanto no sorrir?

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A resposta talvez pareça obvia, sorrir é uma capacidade necessária é um gesto agradável e afetivo.  Está presente nos contatos sociais e representa uma atitude comunicativa. Sendo assim o sorriso iluminado representa muito para quem convive com a Fissura Labiopalatina.

Logo que você recebeu a surpreendente notícia que seu bebê terá fissura, após o impacto desta surpresa e de pensar em tantos porquês, buscará por informações e tratamentos.

Vocês irão saber tudo sobre o que está disponível e conhecerão o caminho do tratamento que inclui consultas com médicos, cirurgião, dentista, fonoaudiólogo, psicólogo enfim, uma grande equipe interdisciplinar.

Talvez no início desta caminhada, o seu coração poderá estar cheio de dúvidas e medos e pensará mais na fissura do que no sorriso. Pode até esquecer de sorrir por um tempo. Mas logo, logo perceberá os tantos motivos que tem para sorrir!

Sem dúvida que os benefícios das cirurgias e tratamentos corretivos ampliarão e reabilitarão a função de comer, falar e sorrir, porém, quero convidar a pensar sobre os amplos aspectos desta reabilitação.

O sorrir que aqui se coloca retrata a possibilidade de expressar uma emoção, ou melhor, vários sentimentos. É um gesto espontâneo que vem da alma. É a ação que pode unir o olhar, a mente e conectar as pessoas. Por isso sorrir também é acreditar. Sempre sorrimos para alguém.

O olhar cumplice, o companheiro inseparável do sorriso sem vergonha, dará forças para enfrentar os desafios.

É assim que pais entregarão seus pequenos para a primeira, segunda e tantas outras cirurgias e procedimentos. Cheios de receios e de esperanças.

Certamente, alguém lhe sorrirá e dividirá suas experiências, contará suas histórias, mostrará suas fotos e então trocarão temores, olhares e sorrisos sinceros.

Cada passo dessa caminhada será uma conquista. Cada uma terá um sabor especial. Os pais depositarão sua confiança na equipe, no médico, no hospital, na família que será seu suporte. Ninguém está sozinho! Somos uma Rede!

Os profissionais se abastecerão dos mais singelos olhares agradecidos, dos sorrisos corajosos de seus pacientes e das palavras de reconhecimento que chegarão espontaneamente. Essa é a fonte da força para seguir trabalhando, o recompensador sorriso de agradecimento. Posso confessar aqui, que isto é o melhor retorno que todo profissional recebe.

Então o que precisamos para sorrir? Uma vida onde tudo esteja exatamente no lugar, onde “tudo tenha dado certo”, onde nenhuma surpresa assustadora tenha nos visitado?

Já sabemos e sentimos que não. A vida é repleta de surpresas que estão sempre nos assustando, mesmo as aparentemente boas ou supreendentemente impensadas.

Reabilite seu sorriso antes de tudo, reabilite este gesto espontâneo dentro de você. Depois disso, todos os outros sentimentos e gestos poderão transitar e fluir naturalmente.

Quando a capacidade de sorrir sem vergonha se der, a fissura será uma cicatriz repleta de vitórias.

Grande Abraço

Cristiane de Paula Vieira

Psicóloga CRP 07/08159

Conversando sobre o preconceito

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Este texto nasceu de alguns posts que li sobre a angústia de algumas mães e relatos de alguns adultos sobre como viveram e vivem o preconceito sobre a Fissura Labiopalatina. Sobre a dor de ver seu filho envergonhado com comentários de colegas e de quem, com ajuda profissional, transformou tudo isso em outro sentimento, o sentimento de orgulho.

É sempre muito importante conversar com seu filho sobre as experiências vividas. Sobre o que aconteceu na escola, no restaurante, no supermercado ou no parque e de como ele vem se sentido. Não falar torna o assunto misterioso ou proibido e assim ficará mais difícil de ser compreendido.

O seu filho ou filha pode pensar que “isto é um peso para você e que já sofreu demais”. Pode pensar em poupa-los, achar que é melhor não falar sobre o que sente. Mas isso pode criar dois mundos solitários. O mundo dos pais que não sabem ou não querem falar e o mundo dos filhos, onde suas dúvidas e medos ficam guardados com eles próprios.

Não pense que há necessidade de ter a “solução” ou a resposta das respostas. Não é isto que vai aproxima-los e tornar o “time” mais forte, mas a cumplicidade de saber que se pode conversar.

Então, qual o poder desta conversar?

O poder está na intimidade, na verdade e na cumplicidade. A função da mãe, do pai, de familiares, dos educadores e de amigos é acolher e transformar. Principalmente os familiares ou pessoas afetivamente significativas.

Ao ouvir e acolher as angustias podemos transformar e devolver estes sentimentos em algo compreensivo e amoroso. Através desta postura receptiva podemos ir “metabolizando” os acontecimentos junto com a criança ou adulto. Isso torna estas vivências mais acessíveis a mente, sendo fundamental para lidar com todos os desafios que virão.

Lidar com a fissura, no aspecto psicológico, é algo que exige uma postura aberta e nisto todos saímos ganhando. É desafiador e doloroso, mas impulsiona ao crescimento.

Talvez a grande dificuldade seja a reação das outras pessoas frente a dor e ao inesperado. Algumas destas podem aprisionar-se nesta dor ou ficar tão surpreendidas que não conseguem ver as possibilidades. Nosso desafio é abrir estas perspectivas.

É aí que o seu olhar pode e faz toda diferença para seu filho. Um olhar que vê além e que vai mostrar além também.

Dizemos aos nossos filhos o que pensamos sobre eles, sobre nós e o mundo pela maneira que olhamos e agimos. É um olhar repleto de significado.

Algumas vezes podemos ter um discurso aberto, mas o olhar pode transmitir um outro sentimento. Essa coerência entre nossa fala e nosso sentimento é que seu filho vai perceber. Preste atenção nisto e pense muito como você está sentindo e vendo o seu filho.

Lembre-se que sua reação será o espelho do que aquilo significa. Mente aberta a ouvir, dividir o momento e ampliar os significados é uma poderosa arma.

Quando sofremos algum tipo de preconceito, isto também pode ser entendido como uma “visão saturada” e fechada. Precisamos então, fazer um trabalho mental e emocional sobre o assunto saturado. Qualquer um está sujeito a isto. Não só o seu pequeno, não só sobre a fissura. Este é um desafio da nossa sociedade, aprender a lidar com as diferenças e com o novo.

É preciso compreender que nem todas as pessoas saberão como reagir, isto é inevitável. Lembre-se que somos indivíduos cheio de histórias pessoais e familiares e com capacidade própria para lidar com aquilo que nos desafia.

Informe-se! Converse! Procure pessoas! Procure os grupos onde possa trocar experiências, falar das suas e ouvir histórias. Procure também um profissional da saúde emocional! Isto poderá fazer toda diferença em sua vida.

Grande Abraço

Cristiane de Paula Vieira

Psicóloga CRP 07/08159

Chegou a hora, a cirurgia está marcada! Vamos lá?

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Está chegando o momento tão esperado e ao mesmo tempo tão desafiador. Chegou o momento da cirurgia reparadora do lábio ou palato.

Você receberá várias orientações para a preparação e entre elas a substituição do uso da mamadeira para o copo/ colher. Mas, por que fazer isto agora? Por que, se ele ou ela, irá sofre na recuperação? Por que antecipar o sofrimento?

Queridos pais, em nossos corações sempre mora o desejo de proteger nossos filhos de todo e qualquer sofrimento, mas também é natural ajudar seus filhotes a crescer e ir adiante.

Todos nós, para crescermos, precisamos de estímulo e de adaptação.

Hoje, quando dedicadamente preparam seus filhos para cirurgia, estão transmitindo algo especial. Que pode ser muito difícil num primeiro momento, mas que será fundamental depois. Ensinam que podem acompanhar as mudanças, ensinam que eles têm “ferramentas” para subir novo degrau e entrar em outra fase!

Sim, ao adaptar seu filho ao copo ou mamadeira de colher, você estará auxiliando para o bom resultado da cirurgia, boa recuperação e também ensinando como enfrentar desafios no futuro. E todos sabemos que negar as mudanças ou evita-las pioram muito as coisas.

Para seu filho, ao saber que aquela mudança virá para melhor, que pode ser difícil no início, mas que será conquistada aos poucos e que você está lá para ver, fará a diferença!

Pense na situação ao contrário, você acordando de uma cirurgia e não estar preparado para alimentar-se, não entender o que está acontecendo, nem o porquê. Posso lhes dizer que a sensação de desorientação pode ser muito pior, psicologicamente, para seu filho do que o treino da mudança. É mais fácil neste momento pós cirúrgico ter algo conhecido, que já foi apresentado, treinado do que algo totalmente novo.

Claro que tudo isso será acompanhado de muita conversa. Seu pequeno ou pequena entende o que você fala. Entenderá suas palavras com seus gestos, seu afeto e seu olhar!

Lembre-se que você está preparando seu filho em todos os sentidos e psicologicamente também para o futuro.

Lembre-se que não estão sozinhos nisto! Prepare seu filho e depois nos conte como foi!

Abraços,

Cristiane de Paula Vieira

Psicóloga

CRP 07/08159

Tudo vai dar certo

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Deise Coimbra escreveu para As fissuradas contando como tudo vai dar certo!

“Olá Mamães!! Eu sou Deise e minha bebê nasceu com fissura bilateral preforame. Hoje quero deixar a mensagem para que não fiquem tão preocupadas em como ficará a cirurgia, pois a medicina está bem avançada e os médicos são ótimos. Minha filha faz tratamento pelo SUS em Curitiba. Sua primeira cirurgia foi aos 3 meses (hoje ela tem 4 meses). A foto abaixo com duas semanas de operada. Sua recuperação foi muito tranquila, acredito que ela não sentia dor, pois não chorava e claro ficava medicada. O único trabalho que deu foi no próprio hospital quando perdeu a veia em que os medicamentos eram aplicados e aí foi um Deus nos acuda para encontrar outra. Então… calma… tudo dará certo! Abraços!!!”

Confissura: Flávinha Giffoni

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A Flávinha Giffoni escreveu para As fissuradas assim:

“Olá! Me chamo Ana Flávia, tenho 27 anos e por ver muitas histórias e me emocionar bastante com cada uma delas, resolvi contar um pouquinho da minha! Quando minha mãe engravidou ela fez o pré natal todo direitinho, foram 9 meses de espera e alegria. Já pertinho de completar os 9 meses em uma última ultra, o ginecologista detectou uma mancha na minha cabeça. Não sabiam a causa e nem o por que. Minha mãe continuou com a gravidez e quando eu nasci veio o diagnóstico. Eu tinha Hidrocefalia. O que pode vir associada com alguma síndrome, no meu caso a de Coen – que consiste em afastamento nos olhos. Com 2 dias de nascida fizeram a cirurgia e colocaram minha válvula e correu tudo bem.

Com 2 anos fui submetida a outra cirurgia, essa para tentar fazer com que meus olhos fossem colocados mais no canto correto e por erro médico nada aconteceu. Ficou tudo do mesmo jeito. Foram anos de preconceitos e de muita luta junto com minha família. Eu também nasci com fenda palatina, que logo veio a fechar sozinha pois era muito pequenininha quase imperceptível. Em 1997 fui apresentada a Operação Sorriso do Brasil e graças a essa ONG pude voltar a sorrir novamente. Eles se interessaram pelo meu caso e resolveram fazer de tudo para devolver meu sorriso, pois tinha desaparecido por conta de muito preconceito sofrido na época de criança e adolescente no colégio.

A Operação Sorriso fez a cirurgia de reparação no meu rosto e meu olho foi para o local correto. Fizeram mais 3 cirurgias sendo 2 plásticas e 1 para tirar os desvios do meu nariz. Hoje em dia sou muito feliz em ter sido acompanhada pela Operação Sorriso e sou muito grata à Deus por hoje ser estudante de Publicidade e Propaganda cursando o 7 semestre. Eu me orgulho mais ainda de ser Fotografa Profissional, atualmente moro em São Paulo sozinha pois trabalho em um estúdio aqui e faço faculdade de fotografia aqui também.

Gosto muito da página de vocês e espero que minha história seja postada não no intuito de sentirem pena de tudo o que eu passei porque odeio quem diz que tem pena de mim. Mas pra mostrar que quando você quer e quando você tem uma família que lhe encoraja e não te deixa abaixar a cabeça você LEVANTA, SACODE A POEIRA E DAR A VOLTA POR CIMA.”

Confissura: Jéssica Caroline

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Essa é a Jéssica Caroline. Ela nos escreveu uma mensagem linda que a gente compartilha com vocês:

“Gostaria de compartilhar um pouco da minha história também, pois vi muitos depoimentos edificantes e espero poder ajudar com minhas experiências! Tenho 19 e as coisas nem sempre foram só flores na minha vida. Na minha infância sofri com o preconceito, já me perguntei diversas vezes: “por que?”, por que eu? Por que tem que ser assim? Logo comigo?

Mas desde pequena aprendi que todos são diferentes e que é exatamente isso que faz com que possamos nos amar, por encontrarmos nos outros o que não achamos em nós! Meu maior apoio sem dúvida veio da minha família, dos meus pais, que sempre me amaram incondicionalmente, sou muito grata por isso, por mesmo vindo a terra com um “defeito” vim na família certa, que me amou desde o primeiro minuto!

Sei que pessoas assim como eu vêm à terra para fazer a diferença na vida das pessoas, principalmente dos pais, trazendo amor e união! Estou em tratamento ainda, mas hoje me sinto muito mais feliz e confiante, sei que tenho pessoas que me amam e me amarão independente de qualquer coisa, me amam do jeito que eu sou e sou feliz por me amar assim também!!!”

O nascimento de Sophia

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Reinaldo Cavalcanti escreveu para As Fissuradas pra contar que ela nasceu!!! Ela – o novo amor da vida dele

“Oi pessoal, só estou passando aqui rapidinho pra avisar que a Sophia nasceu! 2,780kg e 45 cm! Super saudável! Mamãe Vanessa Chiarelli está muito bem, também! A Sophia nasceu com fissura bilateral e fissura palatal, como já era esperado pelo ultrassom. Estamos RADIANTE de felicidade e não vemos a hora de apresentá-la ao pessoal do CEFIL! Tenho certeza que será o início de uma grande e longa amizade!”

Viva! Seja bem-vinda Sophia!!!