A beleza a mais que nós temos

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Uma ideia veio e pousou na minha mente quando li o comentário de uma jovem sobre sua fissura. Ela dizia que a cicatriz é uma “beleza a mais que ela tem” reconhecida inclusive por várias pessoas.

A beleza é um termo muito usado para questões estéticas, mas tanto beleza quanto estética vão além, realmente muito além, do físico, do visual ou da imagem. Podemos encontrar no dicionário colocações sobre beleza como qualidade, propriedade, caráter ou virtude do que é belo, ou ainda descrito como caráter do ser ou da coisa, que desperta sentimentos de êxtase e admiração.

Então fica evidente que esta ideia de “beleza a mais” diz muito e logo percebemos a relação entre admiração e ao belo. Podemos nos perguntar então, existe beleza numa cicatriz?

Quando somos impactados pelo inesperado e recebemos a notícia da fissura, um grande trabalho psíquico inicia-se. Somos chamados a elaborar nossas ideias, superar a surpresa e procurar ajuda. Enfrentamos o medo, a dor, a angústia, mas também a esperança e alívio.

Assim surgem as primeiras cicatrizes. Algo que estava solto e sem sentido entra em conexão, criamos outros significados para nossas ações e buscamos alternativas. A cicatriz, marca visível de superação e enfrentamento, também é marca de um caminho percorrido e torna-se um capítulo de uma história de vida que está ali, claramente expressa.

E sobre histórias é bom lembrar o quanto elas são importantes. Necessitamos de histórias para alma, como de alimento para o corpo. Elas sustentam os fatos são elos encadeados de vivências e criam possibilidades de novos desfechos. As histórias de superação alimentam nossos corações e fornecem energia para ir adiante, principalmente, histórias verdadeiras de gente real.

Acredito que algumas pessoas tenham a sensibilidade de expressar toda sua admiração ao se deparar com a cicatriz da fissura, outras talvez não. Então algumas percebem em um instante que ocorreu uma batalha e que foram superadas várias dores e desilusões, mas que tudo foi possível de ser reparado e ir adiante.

Assim a admiração cria a beleza.

A beleza desta cicatriz, “uma beleza a mais” combina muito bem com uma ideia de Thomas Merton bastante difundida por Steven Dubner, palestrante e fundador da ADD – Associação Desportiva para Deficientes.

Ele coloca que a “ distância mais longa é entre a cabeça e o coração” e exemplifica relacionando com atletas olímpicos e paralimpicos.

Steven Dubner diz em um artigo na sua revista:

“Você pode ter certeza que a maior distância não é a percorrida em uma Maratona com 42 quilômetros ou a de um Ironman que faz 3.8 km de natação, mais 180,2 km de ciclismo e mais 42,2 km de corrida. Ou até mesmo a Caminhada de Compostela (algo em torno de 850 km). A distância mais longa é entre a cabeça e o coração. Parece absurdamente simples e quando você realmente entender é fatal, é como se fosse um “click” tudo se encaixa. É um grito que desperta para as infinitas possibilidades do que cada ser humano pode vir a ser. Pode começar pelo modo como você encara o mundo. http://www.parasports.com.br/revistas

Revista Parasports.Edição Nro 1. Outubro/Novembro 2013

Desta forma a superação diária de várias pessoas em diversas situações de vida nos encanta.

Não se surpreenda com pessoas que admirem sua cicatriz, elas certamente conseguem ver além. Veem o que é possível ser realizado e que a decisão foi sua de ir em frente. Ser o que quiser ser.

Qual sua opinião? Conte-me!

Grande abraço

Cristiane de Paula Vieira – Psicóloga

CRP 07/08159

Quando iniciar a higiene oral nos bebês?

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A higiene oral no recém-nascido e bebês sem dentes tem a finalidade de manter a boca limpa, ou seja, sem restos alimentares ou de leite. Como não tem dente, não há risco de ter cárie, sendo assim, a frequência será conforme a necessidade.

De acordo com alguns estudos, para o bebê que tem aleitamento materno exclusivo (seja no peito ou na mamadeira), a higienização oral não precisa ser tão excessiva, uma vez que o leite materno protege a boca do recém-nascido.

Antes do primeiro dentinho nascer, orientamos higienizar a gengiva e língua com uma gaze ou ponta da fralda enrolada no dedo indicador, umedecida em água filtrada para ficar mais macia. Essa limpeza pode ser iniciada já no recém-nascido, tenha cuidado para não colocar o dedo na parte posterior da língua para não causar náusea no bebê.

Assim que o primeiro dentinho aparecer na boca essa limpeza deverá ser diária pois tendo dente, pode ter cárie! Após a refeição, inicia-se a formação da placa bacteriana, bactérias começam a aderir nos dentes, podendo assim causar cáries e outros problemas bucais, portanto a escovação diária inibirá sua ação, se possível realizar mais de uma vez ao dia, principalmente para dormir. Continua da mesma forma com a gaze ou fralda, limpando bem o dentinho, gengiva e língua.

A escovação terá início quando houver vários dentes na boca, o que dificulta realizar a higiene com gaze ou fralda e, por volta de 1 ano e meio de idade, quando nascer o primeiro molar de leite (dente de trás, mais redondinho e maior), a escovação deverá ser exclusiva. Nesta idade, a gaze e fralda se tornam ineficazes, pois há necessidade das cerdas para limpar os sulcos e reentrâncias que têm nesses dentes. Junto com a escova, inicia o uso do creme dental com flúor, sempre em pequena quantidade (equivalente a um grão de arroz ).

Para o dente próximo à região da fissura, a limpeza se faz normalmente, não se preocupe pois não causará dor ou incômodo a criança.

A higiene bucal é um hábito que deve fazer parte da rotina de todos nós!

Ilka Rojas Soares

Odontopediatra

Otite: não tem que doer pra ter!

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Muitas das Mães Fissuradas já sofreram muito com problemas de ouvido de seus filhos…

Mas qual a ligação do ouvido com a fissura palatina?

O ouvido possui um canal de ligação com o nariz e a garganta, chama-se tuba auditiva. Ela ajuda na circulação adequada de ar dentro do ouvido. O palato ajuda essa tuba auditiva a ficar mais esticadinha, fazendo com que ela funcione melhor.

Quando há algum problema no palato (como a fenda palatina), a tuba não consegue funcionar bem, o que altera a quantidade de ar e pressão dentro do ouvido. Então, começa a acumular líquido dentro dele, e, quando este permanece por muito tempo, ocorre o que chamamos de Otite Média de Efusão ou Otite Média Serosa.

O processo ocorre de forma lenta, e por isso, muitas vezes, a criança nem percebe, não sente dor. A queixa mais comum da criança é de sentir o ouvido tapado, ou de não estar escutando bem, ou, quando bebês, colocar a mão no ouvido frequentemente. A dor costuma aparecer somente quando ocorre uma infecção desse líquido que está parado há muito tempo, por uma gripe, um resfriado, uma sinusite, por refluxo gastro-esofágico, ou outros problemas.

A presença do líquido no ouvido pode piorar a audição da criança, comprometendo seu desenvolvimento da linguagem, aprendizado e rendimento escolar. Além disso, facilita a ter mais infecções no ouvido.

Assim, a criança pode ter um problema de ouvido, mesmo sem se queixar de dor! Problemas na escola, distração, falar alto, sensação de ouvido entupido, bebê ficar mais quietinho, mãos aos ouvidos constantemente, choro cuja causa não é identificada… tudo isso pode ser um sinal de que o ouvido do seu filho não está bem. Por isso, Mamães Fissuradas, levem seu filho ao otorrinolaringologista rotineiramente, para que ele possa detectar qualquer problema o quanto antes!

Ema Yonehara

Otorrinolarignologista